Waltercio Caldas

Waltercio Caldas - Súbito

Súbito

aço inoxidável, fio de lã e acrílico
2005
100 x 92 x 52 cm
Certificado de autenticidade emitido pelo artista em 2019/20.

Waltércio Caldas (Rio de Janeiro RJ 1946)

Escultor, desenhista, artista gráfico, cenógrafo.

Waltércio Caldas Júnior estudou pintura com Ivan Serpa (1923 - 1973) em 1964, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Entre 1969 e 1975, realiza desenhos, objetos e fotografias de caráter conceitual. Na década de 1970, leciona no Instituto Villa-Lobos, no Rio de Janeiro é co-editor da revista Malasartes integra a comissão de Planejamento Cultural do MAM/RJ participa da publicação A Parte do Fogo e publica com Carlos Zilio (1944), Ronaldo Brito (1949) e José Resende (1945) o artigo O Boom, o Pós-Boom, o Dis-Boom, no jornal Opinião. Em 1979, sua produção é analisada no livro Aparelhos, com ensaio de Ronaldo Brito, e, em 1982, no Manual da Ciência Popular, publicado na série Arte Brasileira Contemporânea, pela Funarte. Em 1986, o vídeo Apaga-te Sésamo, de Miguel Rio Branco (1946), enfoca a sua produção. Recebe, em 1993, o Prêmio Mário Pedrosa, da Associação Brasileira de Críticos de Arte - ABCA, por mostra individual realizada no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, no Rio de Janeiro. Em 1996, lança a obra O Livro Velázquez e realiza a mostra individual Anotações 1969/1996, no Paço Imperial, Rio de Janeiro, apresentando pela primeira vez seus cadernos de estudos.

Waltércio Caldas é um artista brasileiro que trabalhou como escultor, desenhista, artista gráfico, gravador, cenógrafo, figurinista.

As obras de Waltercio Caldas provocam um estado de suspensão naqueles que as contemplam. Desmontam a certeza da experiência, pulverizam a acuidade do olhar, deslocam o espectador para uma posição inquietante, onde a percepção visual não se diz como rotineiramente. De fato, não se oferecem como simples alteridades.

São antes o móvel por onde acontece o ataque aos olhos absortos do espectador, o campo de ativação do seu pensamento, de uma relação conflitante deflagrada pelo cálculo preciso e parcimonioso de meios. A limpidez de suas formas, sua elegéncia, contrasta com o inacabamento ou a virtualidade que também sugerem. O olhar os vai adejando cautelosamente para ao final recolher a impressão de que só teve acesso a uma fração apenas.

Aliando uma fina inteligência formal e jogos provocativos e por vezes bem humorados para o olhar, Waltercio Caldas gera interrogações sutis para cada espectador, nos ensinando a ver para além do que hábito nos ensina.

Biografia

Waltercio Caldas nasceu no Rio de Janeiro em 1946. Aos 8 anos visita uma réplica do avião 14 Bis, exposta no saguão do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, considero pelo artista "o primeiro objeto 'construtivo' que conheci".

No início dos anos 1960, Waltércio Caldas se interessa pela arte e passa a freqüentar exposições no Rio de Janeiro. Estuda com Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, a partir de 1964.

O dia-a-dia das aulas e as visitas ao acervo do museu o aproximam da produção moderna e contemporânea.

Ver obras de arte estimula no artista o desejo de responder àquilo que via. Segundo declara, começa a ser "artista", sendo público. A produção alheia desperta a vontade do diálogo.

Em 1965 realiza seu primeiro trabalho gráfico: a capa do livro A Amazônia e a cobiça internacional, de Arthur Cezar Ferreira Reis, para a Editora Edinova, Rio de Janeiro.

Em 1967, começa a trabalhar como desenhista técnico e diagramador da Eletrobrás e participa de sua primeira exposição coletiva profissional, na Galeria Gead. Na época desenha e faz maquetes de projetos arquitetônicos improváveis.

Em 1969, realiza os Condutores de Percepção, trabalho que é chave em sua carreira. Com ele, inicia uma série de obras feitas a partir da inserção de objetos rotineiros em estojos bem-cuidados com uma plaqueta onde se lê o nome do trabalho, elemento definidor da obra. Esses trabalhos são montados na sua primeira individual, no MAM/RJ, em 1973, com ótima repercussão. Segundo o crítico de arte Ronaldo Brito, as obras expostas são "muito menos objeto de contemplação do que uma forma ativa de veicular um pensamento, de produzir uma crise nos hábitos mentais do espectador".

No ano de 1970 Waltercio realiza cenários para a peça A lição. de Eugène Ionesco, dirigida por Ronaldo Tapajós e montada no Conservatório Nacional do Teatro do Rio de Janeiro, constituindo seu primeiro trabalho de caráter público. Em 1967, já havia notado as cenografias de Svoboda na Bienal Internacional de São Paulo.

Em 1971 participa pela primeira vez de um salão de arte - Salão de Verão, no MAM, Rio de Janeiro - onde exibe três objetos-caixas. Ocorre nesse momento o primeiro contato com o colecionador Gilberto Chateaubriand, que adquire as peças da exposição.

Entre 1971 e 1972 a convite do músico Reginaldo de Carvalho, diretor do Instituto Villa-Lobos, leciona ali o curso de Arte e Percepção Visual.

Em 1973 Caldas faz a primeira individual no MAM, Rio de Janeiro, com 21 desenhos e 13 objetos-caixas. A exposição obtém excelente resposta de crítica, do público e do mercado, Com ela, o artista ganha, juntamente com Alfredo Volpi, o Prêmio Anual de Viagem da Associação Brasileira de Críticos de Arte. O crítico Ronaldo Brito escreveu o seu primeiro texto sobre a obra de Waltercio Caldas - "Racional e absurdo" - a propósito dessa exposição, publicado no jornal Opinião, e marca o início da relação entre o artista e o crítico. No texto, Ronaldo Brito comenta:

O que lhe interessa é a produção de um clic que provoque no espectador um momento de desorientação psíquica. A arte, dessa maneira, é muito menos objeto de contemplação do que uma forma ativa de veicular um pensamento, de produzir uma crise nos hábitos mentais do espectador. Num momento em que ver arte parece sobretudo um requintado compromisso social, a exposição de Waltercio Caldas tem o valor de um desmentido: que a arte não é apenas para ser olhada, mas para se pensar a respeito.

Em 1975 o artista é convidado por Pietro Maria Bardi a participar do "Expo Bruxelas", na Bélgica, junto com o artista Alvim Correa (brasileiro, ilustrador da primeira edição do romance A guerra dos mundos, de H. G. Wells, de 1906, um dos pioneiros da literatura de ficção científica). O evento não acontece, mas Bardi convida o artista para se apresentar no Museu de Arte de São Paulo - MASP, do qual era diretor.

Faz então primeira individual na cidade de São Paulo com o título "A Natureza dos Objetos", no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp. Traz 100 obras, entre desenhos, objetos e fotografias.

Em 1978 um ano rico de realizações, quando o artista produz inúmeros trabalhos, como Talco sobre livro ilustrado de Henri Matisse, Convite ao raciocínio, Aparelho de arte, Prato comum com elásticos, Tubo de ferro / Copo de leite e A experiência Mondrian. É também o ano em que Waltercio Caldas a preparar Aparelhos, primeiro livro sobre o conjunto de sua obra.

Realiza esculturas, como Convite ao Raciocínio e Objeto de Aço. Nessa época, cria obras que comentam trabalhos de nomes consagrados da história da arte. Realiza a Experiência Mondrian e Talco sobre Livro Ilustrado de Henri Matisse. Este último trabalho dá inicio a outras obras feitas com base em livros, como Aparelhos (1979), Manual de Ciência Popular (1982) e Velázquez (1996).

O Livro Aparelhos é publicado pela GBM Editora de Arte, Rio de Janeiro em 1979, com ensaio de Ronaldo Brito. O livro apresenta uma seleção de trabalhos realizados entre 1967 e 1978. Com características editoriais diferenciadas, incluindo trabalhos inéditos, feitos exclusivamente para contextos gráficos, entre eles Como funciona a máquina fotográfica de 1977, o livro teve programação visual do artista e de Paulo Venancio Filho. Na capa o trabalho Dado no gelo. Na abertura do ensaio, de título "Os limites da arte e a arte dos limites", Ronaldo Brito declara:

O trabalho está preso aos limites da arte, a sua exigência é de, ali, situar-se nos extremos máximos. Mais do que consciência, o trabalho tem a obsessão dos limites. Respira essa tensão e extrai força dessa ambigüidade. O que é arte, o que não é, quando é e quando deixa de ser, como pode sê-lo e como pode não sê-lo, são essas questões. Mas ele não as coloca diretamente porque isso equivaleria a negá-las, escapar de sua pressão contínua, definir-se como consciência que interroga e responde. O trabalho vibra nessas questões, estas são o seu meio ambiente: só ali produz sentido, organiza e agita sentidos. O seu espaço é portanto a iminência do vazio, os limites, o que está entre, as linhas que existem como processo de demarcação de regiões diferentes. É sobre essas linhas que atua, captando a tensão circundante. E o trabalho não é senão essas linhas.

Sobre o livro, o crítico Rodrigo Naves acrescentou, em texto de agosto de 1979, no jornal Leia Livros:

Este livro de Waltercio Caldas Jr. e Ronaldo Brito (texto) é uma obra com desejo de si. Tentemos então abri-lo de uma nova maneira. Penetrá-lo e percorrê-lo de modo como ele se desdobra. Depois de tentar várias alternativas, só me restou uma: atravessar este livro com um furo e ter algum contato com esta superfície circular que estaria sendo criada interiormente à espessura de papel. Coincidentemente ou não, é bem este o movimento deste trabalho. Todavia concomitante ao buraco deve haver a memória da resistência oferecida pelo material que foi perfurado, pois a sua reação ao corte é condição para a delimitação deste perfil de papel. O nada que vai ser criado rescende à espessura atravessada. E esta espessura, no caso, são as linguagens e o circuito da arte.

E, ainda sobre o livro, escreve Zulmira Ribeiro Tavares, em seu texto "Ironia e sentido"

Waltércio Caldas e Cildo Meireles
Mais do que em outros livros que difundem o visual, nesse o próprio projeto gráfico resulta em uma montagem fortemente estruturada. Os seus elementos são parte de uma diagramação/produção, ou seja: de uma diagramação que condiciona a percepção a se dirigir a um sobre-suporte-material unificado: o próprio livro. Volumes, superfícies, cores, figurações perdem parte de sua condição original e ganham outra, a partir do espaço gráfico. Cria-se portanto, a partir do livro, realmente um novo espaço, quase com características cênicas. Transmite ele por meio das reproduções uma forte impressão de instante retido e privilegiado, exatamente como se dá em um palco, no caso um palco povoado não por seres, mas por objetos em situações programadas (revista Módulo, nº 61, novembro de 1980).

A partir da década de 1980, o artista cria maior número de instalações. Em 1980, realiza Ping Pong, e 0 É Um. Três anos depois expõe A Velocidade, na 17ª Bienal Internacional de São Paulo. Ao mesmo tempo trabalha em uma série de esculturas. E se dedica, basicamente, a essa modalidade na segunda metade da década. Faz vídeos, desenhos e intervenções quase invisíveis no espaço mas sua atividade primordial é a escultura.
No ano de 1985 Caldas muda-se para Nova Iorque, onde vive por um ano. Nesse período, trabalha em projetos e elabora a obra Escultura para todos os materiais não-transparentes, que se multiplica em diversos pares de semi-esferas, diferentes tamanhos e materiais (madeira, granito, mármore etc.), trabalho de uma constante expansão, que se funde com o ar. Integra, neste mesmo ano, o "Panorama de arte atual brasileira - Formas tridimensionais", no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Em 1986 o vídeo Apaga-te Sésamo, com direção e fotografia de Miguel do Rio Branco, é realizado sobre uma seleção da obra. Com produção do Studio Line / Rio Arte, o vídeo, com onze minutos de duração, ganhou o prêmio de melhor vídeo e direção do Festival de Cinema e Vídeo do Maranhão, Embrafilme, no mesmo ano. No folder de lançamento do vídeo, o artista escreve:

Vídeo é o nome dado a um sinal eletrônico. Os objetos e as esculturas gravadas nesse sistema apresentam-se mais como imagens do que como coisas. Na verdade, quase acredito nessas "coisas transparentes" como se fosse próximas. É que o óbvio, às vezes, é falso.

Em 1989, instala a sua primeira escultura pública: O Jardim Instantâneo no Parque do Carmo, em São Paulo e cinco anos depois produz outra peça em espaço aberto: Omkring, na Noruega.

Em 1993 realiza a exposição individual "O ar mais próximo", no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de janeiro. A enorme galeria do museu foi ocupada com finas, rarefeitas e sinuosas linhas de lã coloridas que pendiam do teto, formando pequenos e configurando, talvez, a exposição mais radical do artista na questão dos limites entre o visível e o invisível, questão recorrente de uma obra que repropõe o "ar" como "corpo". Aqui, Waltercio radicaliza igualmente a improbabilidade fotográfica de suas peças, que se esquivam, desta vez mais ainda, da reprodução. A exposição recebe o prêmio de melhor do ano no país, Prêmio Mário Pedrosa, conferido pela Associação de Críticos de Arte.

Em 1996, realiza o monumento Escultura para o Rio, no centro do Rio de Janeiro, onde se evidencia uma síntese de seu trabalho: a sutileza conceitual que sempre o caracterizou, aliada a uma capacidade de mobilização de espaço público. Ainda em 1996 lança a obra O Livro Velázquez e realiza a mostra individual Anotações 1969/1996, no Paço Imperial, Rio de Janeiro, apresentando pela primeira vez seus cadernos de estudos.

Em 2003 realiza a exposição individual "Waltercio Caldas: desenhos", no Artur Fidalgo Escritório de Arte, Rio de Janeiro. Nas páginas iniciais do catálogo que acompanha a mostra, encontra-se o escrito do próprio artista:

E os olhos, que vão às imagens onde estiverem
E as levam para lá, onde podem sorrir de inexistência.

Críticas

"O trabalho está preso aos limites da arte, a sua exigência é de ali situar-se em extremos. Mais do que a consciência, o trabalho tem a obsessão dos limites. Respira essa tensão e extrai força dessa ambigüidade. O que é arte e o que não é, quando é e quando deixa de ser, como pode sê-lo e como pode não sê-lo, essas são as suas questões. Mas ele não as coloca diretamente porque isso equivaleria a negá-las, escapar de sua pressão contínua, definir-se como consciência que interroga e responde. O trabalho vibra nessas questões, estas são o seu meio ambiente: só ali produz sentido, organiza e agita sentidos. O seu espaço é portanto a iminência do vazio, os limites, o que está entre as linhas que existem enquanto processo de demarcação de regiões diferentes. É sobre essas linhas que atua, captando a tensão circundante. E o trabalho não é senão essas linhas.

Digamos que seja uma espécie de dispositivo perverso. O seu olho, o seu cálculo consistiria precisamente em detectar os graus de ambigüidade e inadequação do objeto de arte, mas, do conceito de arte, ainda mais da instituição arte.
Tudo isso, é claro, sendo um trabalho de arte.
Pode-se imaginá-los em ação: meio soturnamente tirando prazer da desmontagem dos mecanismos que transformam a obra de arte numa aparente totalidade, perfeita em seu círculo, dominando coerentemente a sua circulação. Nesse processo sádico (que seria também um masoquismo) conta sobretudo o poder de desarticular, embaralhar, as várias instâncias que de modo implícito compõem a obra de arte e mascaram a sua constituição problemática. Trata-se, obviamente, de uma operação analítica: desconstrução do solo e das paredes da arte (objeto, conceito, circuito). O prazer do trabalho, o seu thrill, só aparece quando a arte fica em estado de suspensão, quando a arte é posta entre parênteses".
Ronaldo Brito

"A ciência acústica conhece um fenômeno chamado som de combinação, ou terceiro som. Se duas notas de alturas diferentes, mas relativamente próximas, são tocadas simultaneamente, suas freqüências entram em choque e produzem uma terceira nota claramente audível, equivalente à diferença entre elas. Embora tenha sido descoberto no século XVIII, até hoje não se sabe se o terceiro som é uma realidade física ou uma reação neurológica. Por analogia, poderíamos pensar nos trabalhos de Waltercio Caldas como objetos de combinação, ou terceiros objetos. Neles, há grande proximidade e, portanto, choque entre o projeto da obra e sua presença física. O projeto não parece ser anterior ao objeto, não poderia ser destacado dele como uma idéia ou um método construtivo, no entanto, o objeto é tão mediado, tão milimetricamente calculado, que remete necessariamente a um projeto. Os volumes das esculturas de Waltercio são incorpóreos, mentais e, todavia, não conseguimos definir com clareza sua geometria, não poderíamos duplicá-los ou utilizá-los como módulos. As coisas aludem ao espaço, mas não o desenham. Interrogados, seríamos obrigados a responder tautologicamente: 'Este espaço aqui, que estas coisas sugerem". Idéia e corpo não ocupam, assim, dois lugares separados, um no pensamento, outro no espaço eles superpõem-se, parecem gerar um ao outro simultaneamente. Como duas oscilações próximas, mas diferentes, que entram em fase, pensamentos e matéria criam assim uma perturbação, uma vibração secundária, que não pode ser reconduzida a nem uma nem outra freqüência principal, embora seja, com toda evidência, um reflexo delas. A substância do trabalho de Waltercio está justamente nessa vibração, algo que não é corpo nem idéia, algo que não enxergamos na obra, mas que podemos intuir por meio de ou graças a ela. Onde está a obra, nesse caso? Não apostaríamos em sua realidade física, tampouco em seu caráter de mera ilusão dos sentidos".
Lorenzo Mammì

"Suas esculturas em madeira, vidro, álcool e metal atestam o rigor formal sempre presente em sua produção e, ao mesmo tempo, a mordacidade com que quase sempre se posicionou em relação à arte e seu circuito. Observando suas obras, o visitante perceberá que Caldas atualmente mergulha na subversão de certos pressupostos da tradição construtiva. Suas esculturas interrogam os rigores da geometria aplicados à escultura, criticam a participação física do público na apreciação da obra (as peças em vidro, se tocadas, podem simplesmente espatifar) e, quando se aproximam do design - uma das utopias construtivas -, desestruturam seu conceito de funcionalidade. Caldas descarrega sobre a tradição construtiva uma ironia e uma consciência crítica que há anos não se via com tanta intensidade. A razão para essa lacuna agora recuperada talvez esteja na própria trajetória do artista. Em 1979, sua produção ganhou notoriedade com a publicação do livro Aparelhos. Ali, o crítico Ronaldo Brito, analisando a obra do artista, pontua uma possibilidade outra de fazer arte contemporânea no Brasil, aparentemente muito distante daquela pregada pela nova objetividade brasileira, tendência onde pontificara Hélio Oiticica nos anos 60/70.

Metaforicamente, o livro anunciava a morte de Oiticica no ano seguinte e, com ela, o esfacelamento daquela arte de fundamentação romântica, ingenuamente em busca do rompimento das barreiras entre arte e vida, artista e espectador. A produção de Caldas na época - objetos de derivação dadaísta e surrealista, filtrados pela arte conceitual - tripudiava sobre esse romantismo libertário.

Caldas nos anos 80 passará por uma inversão circunstancial, parece: de artista muito preocupado com o discurso sobre arte, ele tentará converter-se em escultor, sondando e aprofundando a cada obra o discurso da escultura moderna. É o momento em que sua produção tende a perder a corrosão crítica e aproximar-se de um formalismo sem saída".
Tadeu Chiarelli

"O movimento da obra de Waltercio na esfera da história da arte brasileira pós-construtiva, incorporando a contribuição neoconcreta e rediscutindo seus axiomas e postulados através de um diálogo conceitual, já é uma das faces reconhecidas por todos que acompanham o desenvolvimento desse trabalho há mais de duas décadas. Além da interrogação cognitiva do conceito, o conhecimento desse trabalho traz uma dimensão existencial.
No projeto de expandir o campo do olhar explorando uma inteligência puramente óptica - a arte de Waltercio raramente traz qualquer retórica embutida - existe sempre um resíduo cético, em que a interrogação se apresenta com uma novidade: a dúvida feliz. Pervertendo a lógica positiva que sustenta a racionalidade mundana e seu elogio mesquinho do que se convencionou chamar de ´resultados´, esses exercícios insistem em contrariar o senso comum. Negando o culto da imagem e a falsa generosidade desse universo farto de figuras e pobre em raciocínio, as esculturas de Waltercio trazem na sua ascese uma sutil dose de humor da qual deriva o prazer. Essa dimensão existencial se realiza num processo em cadeia, em sucessivos enigmas para a retina, na promessa de que, se não cessarmos de usar a inteligência, é possível conviver com o real, apesar de sua brutalidade e aparência absurda".
Paulo Sérgio Duarte

Exposições Individuais

1967
Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Gead

1973
Rio de Janeiro RJ - Waltercio Caldas: objetos e desenhos, no MAM/RJ - prêmio anual de viagem melhor exposição

1974
Rio de Janeiro RJ - Narrativas, na Galeria Luiz Buarque de Hollanda e Paulo Bittencourt

1975
São Paulo SP - A Natureza dos Jogos, no Masp
São Paulo SP - Individual, na Galeria Luisa Strina

1976
Rio de Janeiro RJ - Waltercio Caldas Jr: objetos e desenhos, no MAM/RJ

1979
São Paulo SP - Aparelhos, na Galeria Luisa Strina
São Paulo SP - Individual, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1980
Rio de Janeiro RJ - Ping-Ping, na Galeria Saramenha
Rio de Janeiro RJ - Zero é Um, no Espaço ABC

1982
Rio de Janeiro RJ - Individual, na UFRJ
São Paulo SP - Waltercio Caldas: esculturas, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1983
São Paulo SP - Individual, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1984
Rio de Janeiro RJ - Waltercio Caldas: esculturas, na GB ARTe

1986
Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Paulo Klabin
São Paulo SP - Individual, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1988
Rio de Janeiro RJ - Waltercio Caldas: esculturas, na Funarte. Galeria Sérgio Milliet
Rio de Janeiro RJ - Waltercio Caldas: quatro esculturas curvas, na Galeria Paulo Klabin

1989
São Paulo SP - Individual, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1990
Amsterdã (Holanda) - Individual, na Pulitzer Art Gallery
Rio de Janeiro RJ - Waltercio Caldas: desenhos, na Galeria 110 Arte Contemporânea

1991
Kortrijk (Bélgica) - Waltercio Caldas: esculturas e desenhos, na Kanaal Art Foundation
São Paulo SP - Waltercio Caldas: esculturas e desenhos, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1992
Schiedam (Holanda) - Waltercio Caldas: esculturas e desenhos, no Stedelijk Museum

1993
Rio de Janeiro RJ - Waltercio Caldas: esculturas, no MNBA - Prêmio Mário Pedrosa - exposição do ano pela ABCA

1994
Rio de Janeiro RJ - Entretexto, na UFF
São Paulo SP - Individual, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1995
Genebra (Suíça) - Individual, no Centre d"Art Contemporain
Rio de Janeiro RJ - Waltercio Caldas: esculturas e desenhos, na Joel Edelstein Arte Contemporânea

1996
Rio de Janeiro RJ - A História da Pedra, no Museus Castro Maya. Museu Chácara do Céu
Rio de Janeiro RJ - Anotações 1969/1996, no Paço Imperial

1997
Madri (Espanha) - Waltercio Caldas: esculturas, na Galeria Javier Lopes
Miami (Estados Unidos) - Waltercio Caldas: new sculptures, na Quintana Gallery

1998
Rio de Janeiro RJ - Mar Nunca Nome, no Centro Cultural Light
Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Paulo Fernandes

1999
Curitiba PR - Livros, na Galeria Casa da Imagem
Rio de Janeiro RJ - Livros, no MAM/RJ
Nova York (Estados Unidos) - Domestic Pleasures, na Galerie Lelong
Rio de Janeiro RJ - Livros, no MAM/RJ

2000
Belo Horizonte MG - Individual, na Celma Albuquerque Galeria de Arte
Belo Horizonte MG - Livros, no MAP
Rio de Janeiro RJ - Uma Sala Para Velázquez, no MNBA
Rio de Janeiro RJ - Individual, na Laura Marsiaj Arte Contemporânea

2001
Brasília DF - Waltercio Caldas: 1985/2000, no CCBB
Rio de Janeiro RJ - Waltercio Caldas: 1985/2000, no CCBB
São Paulo SP - Waltercio Caldas: esculturas e desenhos, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

2002
Porto Alegre RS - Livros, no Margs
São Paulo SP - Livros, na Pinacoteca do Estado

2003
Rio de Janeiro RJ - Waltercio Caldas: desenhos, no Artur Fidalgo Escritório de Arte

2004
São Paulo SP - Individual, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

Exposições Coletivas

1967
Rio de Janeiro RJ - Desenhos, na Galeria Gead - 1º prêmio em desenho

1971
Rio de Janeiro RJ - 3º Salão de Verão, no MAM/RJ - menção especial do júri

1972
Rio de Janeiro RJ - 4º Salão de Verão, no MAM/RJ - menção especial do júri
Rio de Janeiro RJ - Exposição, no MAM/RJ

1973
Rio de Janeiro RJ - Alguns Aspectos do Desenho Brasileiro, na Galeria Ibeu Copacabana
Rio de Janeiro RJ - Indagação sobre a Natureza, significado e função da obra de arte, na Galeria Ibeu Copacabana
Rio de Janeiro RJ - O Rosto e a Obra, na Galeria Grupo B
Rio de Janeiro RJ - Vanguarda Internacional, na Galeria Ibeu Copacabana

1974
Barcelona (Espanha) - Arte Grafico Brasileño Hoy, na Sala de Exposiciones de la Direccion General de Bellas Artes
Campinas SP - 9º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
Campinas SP - Panorama do Desenho Brasileiro, no MACC
Madri (Espanha) - Grabadores y Dibujantes Brasileños, no Museo de Arte Contemporaneo
Rio de Janeiro RJ - Desenhistas Brasileiros, na Galeria Maison de France
Rio de Janeiro RJ - Desenhos, na Galeria Intercontinental

1975
Campinas SP - (Arte), no MACC
Campinas SP - Waltercio Caldas, Rubens Gerchman, Carlos Vergara, José Resende, no MACC
Paris (França) - Arte Gráfica Brasileira, no Musée Galiera
Rio de Janeiro RJ - Novas Aquisições, no MAM/RJ

1976
Belo Horizonte MG - Raízes e Atualidades, no Palácio das Artes
Brasília DF - Coletiva, na Fundação Cultural de Brasília
Recife PE - Coletiva, no Casarão de João Alfredo
Salvador BA - Arte Brasileira dos Anos 60/70 na Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/BA
Salvador BA - Coletiva, no Museu de Arte da Bahia

1977
Brasília DF - Arte Brasileira dos Anos 60/70 na Coleção Gilberto Chateaubriand, na Fundação Cultural do Distrito Federal
Recife PE - Arte Brasileira dos Anos 60/70 na Coleção Gilberto Chateaubriand, no Casarão de João Alfredo
Rio de Janeiro RJ - Identification of Artist - a book, na EAV/Parque Lage

1981
Porto Alegre RS - Artistas Brasileiros dos Anos 60 e 70 na Coleção Rubem Knijnik, no Espaço NO Galeria Chaves
Rio de Janeiro RJ - Do Moderno ao Contemporâneo: Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
São Paulo SP - Arte Pesquisa, no MAC/USP
São Paulo SP - Artistas Brasileiros, no Masp
São Paulo SP - Artistas Contemporâneos Brasileiros, na Galeria de Arte São Paulo

1982
Lisboa (Portugal) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
Lisboa (Portugal) - Do Moderno ao Contemporâneo: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
Londres (Inglaterra) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Barbican Art Gallery
Punta del Este (Uruguai) - International Sculptors Meeting

1983
Rio de Janeiro RJ - 3000 Metros Cúbicos, no Espaço Cultural Sérgio Porto
Rio de Janeiro RJ - Coletiva, no MAM/RJ
São Paulo SP - 17ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
São Paulo SP - Imaginar o Presente, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1984
Havana (Cuba) - 1ª Bienal de Havana
Niterói RJ - 1ª Arte Brasileira Atual, na UFF
Nova York (Estados Unidos) - Abstract Attitudes, no The Center for Inter-American Relations
Providence (Estados Unidos) - Abstract Attitudes, no Rhode Island Museum of Art
São Paulo SP - Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da arte brasileira, no MAM/SP
São Paulo SP - Coletiva, no Masp
São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal

1985
São Paulo SP - 16º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1986
Porto Alegre RS - Coleção Rubem Knijnik: arte brasileira anos 60/70/80, no Margs
Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira Contemporânea Tendências, na Galeria Montesanti
São Paulo SP - 12 Anos, na Galeria Luisa Strina
São Paulo SP - A Nova Dimensão do Objeto, no MAC/USP
São Paulo SP - Coletiva, no Masp

1987
Nova York (Estados Unidos) - Works on Paper, na CDS Gallery
Paris (França) - Modernidade: arte brasileira do século XX, no Musée d"Art Moderne de la Ville de Paris
Rio de Janeiro RJ - 11º Salão Carioca de Arte, na Estação Carioca do Metrô
Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
Rio de Janeiro RJ - Fórum de Ciência e Cultura, Arte e Palavra, na UFRJ
São Paulo SP - 19ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
São Paulo SP - Palavra Imágica, no MAC/USP
Paris (França) - Modernidade: arte brasileira do século XX, no Musée d"Art Moderne de La Ville de Paris

1988
Ribeirão Preto SP - Arte Hoje 88, na Casa de Cultura
Rio de Janeiro RJ - Expressão e Conceito Anos 70, na Galeria Gilberto Chateaubriand
Rio de Janeiro RJ - Papel no Espaço, na Galeria Aktuel
São Paulo SP - Coletiva, no Masp
São Paulo SP - Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP

1989
Bauru SP - Desenho, uma geração, na Galeria Graffiti
Rio de Janeiro RJ - Nossos Anos 80, na Casa de Cultura Laura Alvim
Rio de Janeiro RJ - Rio Hoje, no MAM/RJ
São Paulo SP - 10 Escultores, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
São Paulo SP - 20ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
São Paulo SP - Arte em Jornal, no Jornal da Tarde

1990
Birmingham (Inglaterra) - Transcontinental, na Ikon Gallery
Brasília DF - Prêmio Brasília de Artes Plásticas, no MAB/DF
Los Angeles (Estados Unidos) - Art Los Angeles
Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira Contemporânea, na Galeria 110 Arte Contemporânea
São Paulo SP - 21º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
São Paulo SP - A Cor na Arte Brasileira, no Paço das Artes

1991
Antuérpia (Bélgica) - América, no Koninkjik Museum Voor Shone Kunsten
Belo Horizonte MG - Festival de Inverno da UFMG, no Centro Cultural UFMG
Fortaleza CE - 2ª Exposição Internacional de Esculturas Efêmeras, na Fundação Demócrito Rocha
Rio de Janeiro RJ - Imagem sobre Imagem, no Espaço Cultural Sérgio Porto
São Paulo SP - O Clássico no Contemporâneo, no Paço das Artes
São Paulo SP - Projeto: 100 anos de Paulista, na Casa das Rosas

1992
Antuérpia (Bélgica) - América, no Koninklij Museum voor Schone Kusten
Berlim (Alemanha) - Arte Amazonas, no Staatliche Kunsthalle
Berlim (Alemanha) - Klima Global, no Staatliche Kunsthalle
Brasília DF - Arte Amazonas, no Museu de Arte
Campinas SP - Premiados nos Salões de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
Curitiba PR - 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba/Mostra América, no Museu da Gravura
Kassel (Alemanha) - 9ª Documenta, no Museum Fridericianum
Paris (França) - Amériques Latines: art contemporain, no Hôtel des Arts
Paris (França) - Latin American Artists of the Twentieth Century, no Centre Georges Pompidou
Rio de Janeiro RJ - 1ª A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial
Rio de Janeiro RJ - 4 Artistas na Documenta, no Museu da República
Rio de Janeiro RJ - Arte Amazonas, no MAM/RJ
Rio de Janeiro RJ - Brazilian Contemporary Art, na EAV/Parque Lage
Rio de Janeiro RJ - Coca-Cola 50 Anos com Arte, no MAM/RJ
São Paulo SP - Anos 60/70: Coleção Gilberto Chateubriand/Museu de Arte Moderna-RJ, na Galeria de Arte do Sesi
São Paulo SP - Arte Amazonas, na Fundação Bienal
São Paulo SP - Artistas na Documenta (1992 : São Paulo, SP) - Museu de Arte de São Paulo (SP)
São Paulo SP - Coca-Cola 50 Anos com Arte, no MAM/SP
São Paulo SP - Coletiva, no Masp
Sevilha (Espanha) - Latin American Artists of the Twentieth Century, na Estación Plaza de Armas

1993
Berlim (Alemanha) - Klima Global, no Staatliche Kunsthalle
Brasília DF - Um Olhar sobre Joseph Beuys, na Fundação Athos Bulcão
Colônia (Alemanha) - Klima Global, na Staatliche Kunsthalle
Colônia (Alemanha) - Latin American Artists of the Twentieth Century, no Kunsthalle Cologne
Florença (Itália) - Brasil: Segni d"Arte, na Biblioteca Nationale Centrale di Firenze
Milão (Itália) - Brasil: Segni d"Arte, na Biblioteca Nazionale Braidense
Nova York (Estados Unidos) - Latin American Artists of the Twentieth Century, no MoMA
Nova York (Estados Unidos) - Two Works, na John Gibson Gallery
Nova York (Estados Unidos) - Waltercio Caldas e José Resende, na John Gibson Gallery
Rio de Janeiro RJ - Arte Erótica, no MAM/RJ
Rio de Janeiro RJ - Brasil 100 Anos de Arte Moderna, no MNBA
Rio de Janeiro RJ - Emblemas do Corpo: o nu na arte moderna brasileira, no CCBB
Roma (Itália) - Brasil: Segni d"Arte, no Centro de Estudos Brasileiros
São Paulo SP - A Arte Brasileira no Mundo, uma Trajetória: 24 artistas brasileiros, na Dan Galeria
São Paulo SP - A Presença do Ready-Made: 80 anos, no MAC/USP
São Paulo SP - Eduardo Sued, Nuno Ramos, Frida Baranek, Waltercio Caldas, no Espaço Arte do Shopping Morumbi
São Paulo SP - Gravuras, no Espaço Namour
São Paulo SP - O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Galeria de Arte do Sesi
São Paulo SP - Poética, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
Vancouver (Canadá) - Out of Place, na Vancouver Art Gallery
Veneza (Itália) - Brasil: Segni d"Arte, na Fondazione Scientífica Querini Stampalia
Aachen (Alemanha) - Arte Amazonas, no Ludwig Forum Für Internationale Kunst

1994
Fortaleza CE - Livro de Artista, no Centro de Artes Visuais Raimundo Cela
Frankfurt (Alemanha) - A Espessura do Signo: desenho brasileiro contemporâneo, no Karmeliter Kloster
Nova York (Estados Unidos) - Mapping, no MoMA
Rio de Janeiro RJ - A Arte com a Palavra, no MNBA
Rio de Janeiro RJ - Coletiva, no MAM/RJ
Rio de Janeiro RJ - Gravura Brasileira, na Galeria Gravura Brasileira
Rio de Janeiro RJ - Livro-Objeto: a fronteira dos vazios, no CCBB
Rio de Janeiro RJ - O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
Rio de Janeiro RJ - Precisão, no CCBB
Rio de Janeiro RJ - Trincheiras: arte e política no Brasil, no MAM/RJ
São Paulo SP - Arte Cidade 2: a cidade e seus fluxos
São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal
Turim (Itália) - Weltanschaung, no Goethe Institut

1995
Curitiba PR - 11ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, na Fundação Cultural de Curitiba. Solar do Barão
Nova York (Estados Unidos) - Art from Brazil in New York: Cildo MeirelesWaltercio Caldas, na Galeria Lelong
Nova York (Estados Unidos) - Brazilian New York, na Galerie Lelong
Nova York (Estados Unidos) - Drawing on Chance, no MoMA
Rio de Janeiro RJ - Desafios Contemporâneos, na Galeria PA Objetos de Arte
Rio de Janeiro RJ - Dinheiro, Diversão e Arte, no CCBB
Rio de Janeiro RJ - Uma Poética da Reflexão, no Conjunto Cultural da Caixa
São Paulo SP - Entre o Desenho e a Escultura, no MAM/SP
São Paulo SP - Livro-Objeto: a fronteira dos vazios, no MAM/SP

1996
Brasília DF - Arte e Espaço Urbano: quinze propostas, no Ministério das Relações Exteriores. Palácio do Itamaraty
Caracas (Venezuela) - Sin Fronteras: arte latinoamericano actual, no Museo Alejandro Otero
Rio de Janeiro RJ - 4 Artistas, na Galeria Paulo Fernandes
Rio de Janeiro RJ - Anos 70: fotolinguagem, na EAV/Parque Lage
Rio de Janeiro RJ - Interiores, no MAM/RJ
Rio de Janeiro RJ - Mensa/Mensae, na Funarte. Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
Rio de Janeiro RJ - Pequenas Mãos, no Paço Imperial
São Paulo SP - 23ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
São Paulo SP - Arte Brasileira: 50 anos de história no acervo MAC/USP: 1920-1970, no MAC/USP
São Paulo SP - Esculturas Urbanas, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
São Paulo SP - Pequenas Mãos, no Centro Cultural Alumini

1997
Curitiba PR - A Arte Contemporânea da Gravura, no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba
Girona (Espanha) - Cegueses, no Museo d"Art
Little Rock (Estados Unidos) - Re-Aligning Visions: alternative currents in South American drawing, no Arkansas Art Center
Nova York (Estados Unidos) - Re-Aligning Visions: alternative currents in South American drawing, no Museo del Barrio
Porto Alegre RS - 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, na Aplub na Casa de Cultura Mário Quintana na DC Navegantes na Edel na Usina do Gasômetro no Instituto de Artes da UFRGS na Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul no Margs no Espaço Ulbra no Museu de Comunicação Social na Reitoria da UFRGS e no Theatro São Pedro
Porto Alegre RS - Vertente Cartográfica, na Usina do Gasômetro
Rio de Janeiro RJ - Ar: exposição de artes plásticas, brinquedos, objetos e maquetes, no Paço Imperial
Rio de Janeiro RJ - Ibeu: 60 anos, na Galeria Ibeu Copacabana
Rio de Janeiro RJ - Petite Galerie 1954-1988: uma visão da arte brasileira, no Paço Imperial
Santa Mônica (Estados Unidos) - 4 Artists from South America, na Christopher Grimes Gallery
São Paulo SP - 25º Panorama de Arte Brasileira, no MAM/SP
São Paulo SP - Diversidade da Escultura Contemporânea Brasileira, na Avenida Paulista - realização Ministério da Cultura/Itaú Cultural
São Paulo SP - Escultura Brasileira: perfil de uma identidade, no Espaço Cultural Safra
São Paulo SP - Intervalos, no Paço das Artes
São Paulo SP - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural
Uberlândia MG - 2 Mestres: pequenos formatos, na Galeria Mônica Marques
Veneza (Itália) - 47ª Bienal de Veneza
Washington (Estados Unidos) - Escultura Brasileira: perfil de uma identidade, no Centro Cultural do BID

1998
Austin (Estados Unidos) - Re-Aligning Visions: alternative currents in South American drawing, na Archer M. Huntington Art Gallery
Belo Horizonte MG - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural
Berlim (Alemanha) - Der Brasilianische Blick, na Haus der Kulture der Welt
Brasília DF - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, na Galeria Itaú Cultural
Buenos Aires (Argentina) - Grabados Brasileños, no Instituto de Estudos Brasileños
Caracas (Venezuela) - Re-Aligning Visions: alternative currents in South American drawing, no Museo de Bellas Artes
Monterrey (México) - Re-Aligning Visions: alternative currents in South American drawing, no Museo de Arte Contemporáneo
Niterói RJ - 25º Panorama de Arte Brasileira, no MAC/Niterói
Niterói RJ - Espelho da Bienal, no MAC/Niterói
Penápolis SP - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Galeria Itaú Cultural
Recife PE - 25º Panorama de Arte Brasileira, no Mamam
Ribeirão Preto SP - As Dimensões da Arte Contemporânea, no Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro Manuel-Gismondi
Rio de Janeiro RJ - A Imagem do Som de Caetano Veloso, no Paço Imperial
Rio de Janeiro RJ - Anos 60/70: Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
Rio de Janeiro RJ - O Bonequinho Viu: 60 anos 1938-1998, no CCBB
Rio de Janeiro RJ - Prêmio Johnnie Walker, no MNBA
Rio de Janeiro RJ - Uma Visão da Arte Contemporânea, no MNBA
Salvador BA - 25º Panorama de Arte Brasileira, no MAM/BA
Santa Mônica (Estados Unidos) - Amnesia, na Christopher Grimes Gallery
São Paulo SP - 24ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
São Paulo SP - 2ª Philips Eletromídia de Arte, no Museu da Casa Brasileira
São Paulo SP - Afinidades Eletivas I: o olhar do colecionador, na Casa das Rosas
São Paulo SP - As Dimensões da Arte Contemporânea, no Museu de Arte de Ribeirão Preto
São Paulo SP - Formas Transitivas: arte brasileira, construção e invenção 1970/1998, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
São Paulo SP - Fronteiras, no Itaú Cultural
São Paulo SP - Múltiplos, na Valu Oria Galeria de Arte
São Paulo SP - O Bonequinho Viu: 60 anos 1938-1998, no Museu da Casa Brasileira
São Paulo SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ, no Masp
São Paulo SP - Teoria dos Valores, no MAM/SP

1999
Bogotá (Colômbia) - Amnesia, na Biblioteca Luis Ángel Arango
Cincinnati (Estados Unidos) - Amnesia, no The Contemporary Arts Center
Miami (Estados Unidos) - Re-Aligning Visions: alternative currents in South American drawing, no Miami Art Museum
Nova York (Estados Unidos) - Global Conceptualism: points of origins 1950s-1980s, no The Queens Museum of Art
Rio de Janeiro RJ - Cotidiano/Arte. Objeto Anos 60/90, no MAM/RJ
Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Impressões Contemporâneas, no Paço Imperial
Santa Mônica (Estados Unidos) - Waltercio Caldas, Cildo Meireles, Mira Schendel, Tunga, na Christopher Grimes Gallery
São Paulo SP - Aquisições Recentes, no MAM/SP
São Paulo SP - Ausência, no MAM/SP
São Paulo SP - Cotidiano/Arte. Objeto Anos 60/90, no Itaú Cultural
São Paulo SP - Por que Duchamp?, no Paço das Artes

2000
Belo Horizonte MG - Investigações. São ou Não São Gravuras?, no Itaú Cultural
Brasília DF - Investigações. São ou Não São Gravuras?, na Galeria Itaú Cultural
Buenos Aires (Argentina) - Brasil: plural y singular, no Museo de Arte Moderno de Buenos Aires
Colchester (Inglaterra) - Outros 500: highlights of brazilian contemporary art in UECLAA, na Art Gallery - University of Essex
Curitiba PR - 12ª Mostra da Gravura de Curitiba. Marcas do Corpo, Dobras da Alma
Curitiba PR - Projeto de Aquisição e Coleção de Obras, no Museu da Gravura
Itapiranga SC - Fronteiras - instalação de escultura
Lisboa (Portugal) - Século 20: arte do Brasil, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
Nova York (Estados Unidos) - Icon + Grid + Void, na The Americas Society
Rio de Janeiro RJ - Situações: arte brasileira anos 70, na Fundação Casa França-Brasil
São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Arte Contemporânea, na Fundação Bienal
São Paulo SP - Entre a Arte e o Design: acervo do MAM, no MAM/SP
São Paulo SP - Leituras Construtivas (2000 : São Paulo, SP) - Gabinete de Arte Raquel Arnaud (São Paulo, SP)

2001
Oxford (Inglaterra) - Experiment Experiência: art in Brazil 1958-2000, no Museum of Modern Art
Porto Alegre RS - 3ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul
Porto Alegre RS - Coleção Liba e Rubem Knijnik: arte brasileira contemporânea, no Margs

2001
Recife PE - Palavraimagem, no Mamam
Rio de Janeiro RJ - O Espírito de Nossa Época, no MAM/RJ
São Paulo SP - Anos 70: Trajetórias, no Itaú Cultural
São Paulo SP - O Espírito de Nossa Época, no MAM/SP
São Paulo SP - Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural

2002
Brasília DF - Fragmentos a Seu Ímã, no Espaço Cultural Contemporâneo Venâncio
Liverpool (Inglaterra) - Pot
Londrina PR - São ou Não São Gravuras?, no Museu de Arte de Londrina
Madri (Espanha) - Arco/2002, no Parque Ferial Juan Carlos I
Niterói RJ - Coleção Sattamini: esculturas e objetos, no MAC/Niterói
Niterói RJ - Diálogo, Antagonismo e Replicação na Coleção Sattamini, no MAC/Niterói
Nova York (Estados Unidos) - Tempo, no MoMA
Passo Fundo RS - Gravuras: Coleção Paulo Dalacorte, no Museu de Artes Visuais Ruth Schneider
Porto Alegre RS - Gravuras: Coleção Paulo Dalacorte, no Museu do Trabalho
Rio de Janeiro RJ - Anda Uma Coisa no Ar, no Paço Imperial
Rio de Janeiro RJ - Artefoto, no CCBB
Rio de Janeiro RJ - Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial
Rio de Janeiro RJ - Entre a Palavra e a Imagem: módulo 1, no Sala MAM-Cittá América
Rio de Janeiro RJ - Identidades: o retrato brasileiro na Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
Rio de Janeiro RJ - Paralelos: arte brasileira da segunda metade do século XX em contexto, Collección Cisneros, no MAM/RJ
São Paulo SP - 4º Artecidadezonaleste, no Sesc Belenzinho
São Paulo SP - Geométricos e Cinéticos, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
São Paulo SP - Mapa do Agora: arte brasileira recente na Coleção João Sattamini do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no Instituto Tomie Ohtake
São Paulo SP - Paralelos: arte brasileira da segunda metade do século XX em contexto, Colección Cisneros, no MAM/SP
São Paulo SP - Pot, no Galeria Fortes Vilaça

2003
Brasília DF - Artefoto, no CCBB
Iowa City (Estados Unidos) - Layers of Brazilian Art, na Faulconer Gallery
Madri (Espanha) - Arco/2003, no Parque Ferial Juan Carlos I
Rio de Janeiro RJ - Desenho Anos 70, no MAM/RJ
Rio de Janeiro RJ - Projeto em Preto e Branco, na Silvia Cintra Galeria de Arte
São Paulo SP - A Subversão dos Meios, no Itaú Cultural
São Paulo SP - Arco 2003, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
São Paulo SP - Arte e Sociedade: uma relação polêmica, no Itaú Cultural
São Paulo SP - Escultores - Esculturas, na Pinakotheke
Vila Velha ES - O Sal da Terra, no Museu Vale do Rio Doce

2004
Rio de Janeiro RJ - 30 Artistas, no Mercedes Viegas Escritório de Arte
Rio de Janeiro RJ - Arte Contemporânea Brasileira nas Coleções do Rio, no MAM/RJ
São Paulo SP - Arte Contemporânea: uma história em aberto, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
São Paulo SP - Fotografia e Escultura no Acervo do MAM - 1995 a 2004, no MAM/SP